Tag

Daciolo

Navegação

Com uma campanha de poucas aparições públicas e, levando em conta os R$ 808 em gastos declarados à Justiça Eleitoral, em todo o Brasil, o candidato do Patriota à Presidência, Cabo Daciolo, superou nomes e candidaturas ricas, ficando em 4º na corrida presidencial, levando em conta a apuração de votos realizada na cidade de Simões Filho.

Em Simões Filho, Daciolo ficou à frente de nomes como Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e Álvaro Dias (Podemos).

Com 100% das urnas apuradas, Daciolo obteve 2.923 de votos. Para se ter uma noção da aceitação de Daciolo em Simões Filho, Alckmin não conseguiu nem a metade de votos direcionadas ao pastor, pontuando apenas, 1.045 de votos. O líder no número de votos em Simões Filho, foi Fernando Haddad, com 33.337, seguindo, de longe, por Bolsonaro, que marcou 13.765 de votos. Ciro obteve a terceira colocação e recebeu 4.153 de votos.

Campanha

Seu único ato de campanha durante toda a corrida presidencial uma visita à Expo Cristã, na penúltima semana de campanha, em São Paulo. Além disso, ele fez algumas transmissões ao vivo por rede social.

O candidato declarou gastos de R$ 808,92, o que o coloca como responsável pela campanha presidencial mais barata até o momento – a prestação final de contas pode ser feita até dezembro. Henrique Meirelles (MDB), dono da mais cara, com gastos de R$ 53 milhões, chegou em 7º.

O candidato do Patriota se notabilizou pelo bordão “Glória a Deus” e pelas falas religiosas nos debates. Enquanto deputado, Daciolo organizava pequenos cultos e reuniões evangélicas no Congresso Nacional.

Em um dos debates na televisão, o deputado deu origem a memes ao sugerir que o candidato Ciro Gomes (PDT) tinha relação com “o plano da Ursal” – sigla que, nas palavras de Daciolo, significa “União das Repúblicas Socialistas Latino-Americanas”. O pedetista, em resposta, negou conhecer o plano.

Trajetória

Daciolo ganhou notoriedade em 2011, quando liderou a greve dos bombeiros no estado do Rio de Janeiro, durante a gestão Sérgio Cabral. A liderança do movimento rendeu 16 dias de prisão, em fevereiro de 2012. O PSOL, então, o convidou para participar das eleições de 2014, e o militar conseguiu se eleger com 49.831 votos.

Em 2015, porém, o PSOL expulsou o militar: ele havia protocolado uma proposta para incluir a frase “Todo poder emana de Deus” na Constituição.

Assim, Daciolo foi para o PTdoB, atual Avante. Depois, se filiou ao Patriota – antigo PEN. A sigla, registrada em 2012 pelo TSE, nunca havia lançado candidato à Presidência. Em 2014, o partido, ainda com o antigo nome, apoiou a candidatura de Aécio Neves (PSDB), derrotado no segundo turno.

Cabo Daciolo é casado com Cristiane Daciolo e pai de três filhos. Apesar de ter feito carreira política e militar no Rio de Janeiro, ele nasceu em Florianópolis (SC) e é filho de Manoel Fonseca, coronel-aviador reformado e procurador federal da Advocacia-Geral da União, e Neuza Daciolo.