Membros da associação de costas segurando um escudo antigo em sala de arquivo, rostos fora de foco

O presidente da Associação do Esporte Clube Bahia, Emerson Ferretti, afirmou que a entidade tem obrigação de preservar a história do clube ao comentar debates sobre a possível mudança do escudo do Esquadrão. A declaração surge em meio a um movimento de modernização incubado nos bastidores pela nova gestão da SAF, ligada ao Grupo City.

Para o torcedor baiano, a disputa entre autonomia da Associação e decisões da SAF toca identidade, memória e patrimônio simbólico do clube, pontos centrais para quem vive o futebol no estado.

O que exatamente Ferretti disse e por que importa

Ferretti colocou a Associação como guardiã da memória do Bahia, reforçando que decisões sobre símbolos históricos não podem ser tomadas sem envolver a base associativa.

O posicionamento ocorre em cenário de atritos com a nova administração e alimenta a discussão sobre quem tem poder para decidir mudanças no escudo.

Para o torcedor, isso significa que a história do Bahia pode ter vetores de proteção institucional além das decisões comerciais.

O que muda no dia a dia do torcedor se o escudo for alterado?

O impacto é simbólico e prático. Símbolos renovados afetam camisas, produtos oficiais e o vínculo afetivo com o clube.

Close-up de mãos com luvas manuseando borda de tecido e metal envelhecido de objeto de arquivo
Detalhe do trabalho de preservação: mãos com luvas cuidam do tecido e da superfície metálica do acervo histórico.

Haverá mudanças no material licenciado e possivelmente no portfólio de produtos vendidos na loja oficial e por licenciados.

Para muitos torcedores, a mudança pode gerar resistência e campanhas públicas contra a alteração.

Quem decide: Associação, SAF ou outra instância?

Legalmente, a propriedade intelectual do escudo e normas estatutárias do clube determinam quem tem voz. Na prática, a decisão costuma envolver diálogo entre Associação, conselho deliberativo e a administração da SAF.

Se houver proposta de alteração, serão necessárias aprovações internas e ajustes contratuais entre Associação e a SAF, além de registros em órgãos competentes.

No meio desse processo, a gestão da SAF terá papel central nas questões comerciais e de marca.

O que o torcedor pode fazer na prática

Torcedores interessados em influenciar o processo têm caminhos formais e informais para participar da decisão sobre o escudo.

  • Participar das assembleias e reuniões convocadas pela Associação.
  • Acompanhar comunicados oficiais do clube e da SAF.
  • Organizar ou integrar grupos de pressão que expressem opinião de forma civil e documentada.
  • Fiscalizar registros de marca e contratos publicados em canais oficiais.

Impacto cultural e no futuro do clube

A mudança de um símbolo como o escudo tem efeito duradouro na relação entre clube e torcida e pode alterar a percepção pública do Bahia dentro e fora do estado.

Proteção da memória, transparência no processo e diálogo entre Associação e SAF serão determinantes para evitar rupturas e preservar a identidade que mobiliza a torcida baiana.

Escrito por

Henrique Fernandes

Publicitário, Pós-graduado em Gestão da Comunicação em Mídias Digitais, viciado em tecnologia.